sábado, 30 de outubro de 2010

pai.

Pra ser sincera, eu era ainda apenas um feto. E não me lembro das palavras cruéis que o homem que me fez, pronunciou. Talvez, não tenha sido palavras tão feias. Mas ele não sabe o quanto seria importante pra mim crescer com ele, ele mal sabe que eu sentiria falta. Ele não poderia imaginar que o dinheiro dado à mim todos os meses, não substituria o amor que aqui dentro de mim foi tão necessário. Eu concerteza tinha em quem me espelhar, e mesmo assim eu senti falta.

Nas poucas ligações, eu ouvia promessas. De todas as promessas, talvez nenhuma foi cumprida. Mas fui aos poucos descobrindo dentro de mim uma vontade de mudança, de fazer diferente, de crescer. E descobri que é inevitável não pensar em desistir, que algumas coisas necessariamente precisam acontecer e que precisa acreditar, mesmo quando erros estiverem em evidências e acertar parecer algo distante de nós.
Não preciso chorar, aliás Deus cuidou de toda a minha vida. Deus deu todo o suporte a melhor mãe do mundo. E mesmo em meio à rejeição, a dor, desespero, mãe solteira e todo o desprezo, estou aqui. Porque aprendi que existe algo além do simplesmente nascer, viver e morrer. Aprendi que amizades precisam do nosso melhor cuidado. Aprendi que chorar nem sempre resolve, mas que alivia. Aprendi que quando somos crianças queremos crescer e, quando crescemos queremos voltar a ser criança. Aprendi que quem nós menos esperamos é que vai nos ajudar a levantar; que fé é fé e que Deus não é religião. Aprendi que você dizer algumas coisas que não é o que realmente está dentro de você e que ser importante, importa sim. & fui descobrindo que podemos esperar tudo de todos, que amor não vive com mágoas, que o mundo ilusão e algumas coisas são frutos da sua pequena gigante imaginação.






O jogo só acaba, quando o Juíz apita.

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