terça-feira, 31 de agosto de 2010

*-*

Ela: Eu não sei o que dizer.
Ele: Nem sempre palavras são necessárias.
Ela: Neste caso são sim.
Ele: Não me vem nada a mente.
Ela: Você não sabe expressar seus sentimentos!
Ele: E você por acaso sabe? Não está tendo mais sucesso do que eu com as palavras.
Ela: …Por que não estamos juntos? Você sabe que meu coração é todo seu, você o roubou de mim faz tempo.
Ele: Acontece que não é recíproco.
Ela: …O quê?
Ele: Calma, não comece a chorar. Se acalme!
Ela: Eu digo que você roubou meu coração e você responde dizendo que não é recíproco, e ainda quer que mantenha a calma? Que não me desespere?
Ele: Deixa eu terminar de falar!
Ela: Não! Eu não soube roubar seu coração, mas entreguei o meu á você sem hesitar! E então, ele a calou com um beijo.
Ele: Agora me escute.
Ela: …
Ele: Você não roubou meu coração, porque ao roubarmos algo, significa que pegamos o que não é nosso e não nos pertence por direito. O que acontece aqui, é que meu coração sempre foi e sempre será seu, ele lhe pertence, é propriedade sua. Então não chamo isso de roubo. Você tem meu coração, você sempre o teve, é seu e de mais nínguem.
Ela: Novamente, não sei o que dizer.
Ele: Novamente, digo que palavras são desnecessárias.
Ela: Me beije.
Ele: Mais de um milhão de vezes. Eu te amo.
Ela: Eu te amo, muito.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

demais voce.

Eu ando pensando demais você. Mais do que o aceitável, além do já imaginado. Como se cada parte do meu dia estabelecesse uma conexão automática com o que passamos. Eu sempre fecho os olhos, eu tento ignorar, sem sucesso. Eu ando sonhado demais você. Mergulhando em ilusões sem fim, revivendo aquela noite, imaginando tantas outras. Eu ando sentindo demais você. Sentindo o seu abraço gravado no peito, o seu beijo nos lábios, a sua voz na memória. Sentindo saudades, intermináveis. E eu ando escrevendo demais você. Todas as minhas palavras tem se resumido compulsivamente em ti, como se a minha capacidade de inventar histórias e reinventar sentimentos tivesse se ausentado de mim para dar espaço à todo esse sentimento sobre você. Talvez seja por isso que eu tenho evitado tanto transcrever o peito no papel. É difícil admitir que exista algo tão intenso assim aqui dentro, e que este se direcione totalmente a você .

domingo, 29 de agosto de 2010

Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.             

                                                                      Caio.F.Abreu
“Certo dia me perguntaram: Por que você se apaixonou? Eu respondi: Não sei… E talvez continue não sabendo. Eu simplesmente amo, acordo e vou dormir com ele nos meus pensamentos.”

- Caio Fernando Abreu

a ultima musica.


You, appear, just like a dream to me
Just like kaleidoscope colors that
Prove to me
All I need
Every breath, that I breathe
                 
      When I Look At You - Miley Cyrus


Um lacinho vai me ajudar a lembrar que preciso esquecer você. Se não funcionar, não tem problema. Eu disse que “preciso”, não disse que “quero”

sábado, 28 de agosto de 2010



Nunca diga adeus. Porque dizer adeus significa ir embora. E ir embora significa esquecer.

vou estar aqui.

O tempo esta passando, em minhas mãos uma fotografia. Eu estou aqui olhando as marcas que ela tem deixado em mim, descansando sobre uma realidade tão evidente e estúpida. Palavras como pedras contra mim. Me diga porquê nossas mãos estão paradas neste momento. Me diga porquê tudo está em torno de queimaduras neste momento. Eu vou estar aqui imóvel no topo do mundo e eu vou esperar o seu retorno. E quando você estiver aqui seremos apenas eu e você.

ó Senhor.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

desenhe um coração na areia, e quando a água bater ele vai embora.

É como se eu tivesse um certo medo de te perder, quando nem ao meu lado você está mais. É como se eu escutasse a sua voz a cada minuto falando comigo, mesmo quando nem meu nome você diz mais.É como se eu sentisse tuas mãos aqui na minha, quando eu nem sei onde elas estãos. É como se seu olhar cruzasse com o meu junto com aquele sorriso, mesmo quando eu não sei qual a expressão do teu rosto neste instante.É como se toda vez que o telefone toca, eu corro atender achando que é você, quando nem meu número você deve ter. É como ouvir você falar ”amor, eu te amo infinito” quando eu nem sei se isso realmente existiu. é como se eu pudesse esperar você voltar, quando eu nem sei …

exception.



- eu sempre disse, eu sempre soube. eu ainda acredito.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010



Quando enfim penso que estou me acostumando, que estou te esquecendo, você ressurge de forma inesperada ocupando todos os espaços.

alô.



acho que não tem como definir a sensação que a gente sente quando recebe aquela ligação, que você não recebia a tempos. Não aquela que te retornou só porque você deu um toque, mandou sms, ligou errado, whatever, mas porque a outra tão esperada pessoa discou teu número e quando você menos espera aparece o nome dela na tela riscada do teu celular. Ai puf, você que se achava toda forte, cai toda derretida, e por um instante, você quase não consegue atender o cel de tanta tremedeira, ou até ai, já perdeu a voz na hora de falar alô. Pois é, passei por isso hoje. E agora depois das cinco, eu sei que vai acontecer de novo… e eu, que tenho medo dessas sensações, não vejo a hora de meu telefone tocar, e tô aqui, ensaindo diálogos e discursos que talvez eu nem precise usar.

era seu.



Eu quis tanto ser tua paz, quis tanto que você fosse ao meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que eu tinha, era seu.


Quando o relógio vai voltar a rodar e a saudade parar de sufocar?

breathe.

Sempre sonho em estar, num lugar mais calmo em que eu possa respirar.
Não quero mais lembrar que não estou a salvo;
Sede que sinto do teu ar.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

carta incompleta.

Sabe, tenho uma simples carta pra te entregar.
Mas não, ela não está escrita em papel bonitinho, nem com letras lindas, e uma cor de tinta que te prenda às minhas palavras.
Esta carta você não pode amassar, rasgar ou jogar fora porque assim ela já aparenta estar. Mas as palavras continuam intactas lá.
Existem trechos nesta carta, que deixei permanecer as suas palavras. É, porque se elas não estivessem lá as minhas palavras não fariam sentido algum. Ah! Os erros são pequenos detalhes. Não pude apagá-los. Nem os meus, e muito menos os teus… logo após, por um breve espaço as palavras se recomeçam e tudo novamente se encaixa. E assim a carta se torna perfeita, porque se não fosse pelos erros não chegariamos aos acertos, pois ao menos tentaríamos. Ela também contém palavras vazias, palavras que no momento em que lemos não podemos entender, mas quando a frase se completa, tudo se torna mais nítido; tem palavras lindas e doces, mas ao fim, era o contrário do que parece ser; mas enfim, ai se enquadra os erros que nos fazem reconhecer os futuros acertos. Nesta carta, tem muito espaço para mais palavras, muito mais. Mas são palavras que descrevem atitudes. Só resta esperar para que elas sejam escritas. Porque aqui a caneta é o tempo, e na maioria das vezes a caneta demora pra funcionar. Isso é, quando ela não acaba…
as letras, vem de seus atos (seja bom ou ruim), elas sempre serão escritas.
e a carta… Ah! Prefiro deixar onde está…




- ainda existe uma única exceção

...


Estou me rasgando inteira de desespero. Grito em sussurros mudos a mais incontrolável melodia de não ser quem finjo. Quem é essa coisa seca que sorri o meu sorriso no espelho? Quem é essa pessoa meio viva, meio andante que está dublando as minhas falas pela rua? Por que vejo outro alguém emaranhado debaixo das minhas roupas? Cadê eu que me perdi em alguma esquina dentro de mim? Tudo o que sei é que me soterrei na queda das minhas próprias torres e sentei naquele canto escuro para observar a minha demolição. Me deixei perder. Estou perdida! No labirinto mais interno que criei pra fugir. Eu fugi depressa demais. Fugi de medos que deveriam ter sido enfrentados, mas não sei voltar. Me ajudem. Fantasmas me agarram, me puxam, me prendem, me sufocam, me levam... As ondas me levam... Me afogo em sensações de outra pessoa que hoje, sem razão, dei pra sentir. Essa frieza toda não é minha, juro. Eu costumava ser quente. Eu costumava ser viva. Mas não sei voltar. '